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22 de Setembro de 2017
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    Atividade do FST 2012 debate assédio moral no Judiciário

    O tema Assédio Moral, autoritarismo e democratização no Judiciário foi um dos temas debatidos durante a realização, dia 25, do Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul, que reuniu trabalhadores do Brasil, Argentina e Uruguai, no auditório das Varas do Trabalho do TRT-4, em Porto Alegre. O evento integra a programação do Fórum Social Temático 2012.

    Um dos palestrantes do encontro, o médico e especialistas em saúde do trabalhador, Herval Pina Ribeiro, destacou a relação entre o autoritarismo existente no Judiciário e o assedio moral. Para ele, que é autor do livro Operários do Direito, os ambientes de trabalho coletivos são violentos, pela competição e falta de solidariedade entre os colegas.

    O médico destacou a situação dos altos escalões do Judiciário, que vivem fora da realidade dos trabalhadores. Ribeiro aproveitou para tecer uma crítica sobre os privilégios de certas camadas do Judiciário brasileiro, onde há juízes que desconhecem totalmente a realidade dos trabalhadores.

    Apoiando-se em algumas de suas teorias, Herval destacou que o assédio moral é próprio do sistema capitalista no momento atual, que sempre teve na violência e na desigualdade dois dos seus principais constituintes.

    Para Herval, não é por nada que o Judiciário está na boca do povo. Lembrando o que está acontecendo com as comunidades de São Paulo que estão sendo desalojadas numa verdadeira operação de Guerra (Pinheirinhos e São José dos Campos).É esse Judiciário que queremos, indagou, afirmando ainda que a violência que se pratica tem uma pata, mãos e cabeça pensante no Judiciário.

    Servidores ou trabalhadores?

    Ele destacou, ainda, a importância da categoria de servidores do Judiciário se ver como trabalhadores. Segundo ele, a origem da palavra servidores vem de servitor, que entre outros significados quer dizer servo ou servidor dos deuses. Para o médico, os trabalhadores públicos nunca foram servos. Sabem que vendem sua força de trabalho, e se identificam com a classe trabalhadora. Trata-se da maior categoria do país são 10 milhões de trabalhadores, lembrou.

    Finalizando, Herval destacou que nunca haverá democratização no Judiciário por ele próprio. Que Judiciário queremos e teremos, tem que ser decidido não só por quem trabalha nele, mas também por quem precisa dele, finalizou.

    Assessoria de Comunicação

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